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sábado, 29 de maio de 2010

Oceano de Europa tem bastante oxigênio

Europa, uma lua de Júpiter com 3.138 km de diâmetro, tem um oceano com cerca de 160 km de profundidade. Pelo que sabemos a partir da Terra, onde há água, pode haver vida…

Europa, fotografada pela sonda Galileu (Foto: NASA)

Uma nova pesquisa mostrou que a quantidade de oxigênio presente no oceano subterrâneo de Europa, lua de Júpiter, pode suportar milhões de toneladas de peixes.

Segundo Richard Greenberg, da Universidade do Arizona, as análises indicam que o oceano de Europa realmente deve ter mais oxigênio do que os oceanos da Terra. "Fiquei surpreso com a quantidade de oxigênio que pode ter lá", diz ele.

A preocupação é que esse oxigênio todo possa fazer mais mal do que bem. A fantástica reatividade desse elemento químico poderia, em princípio, interromper os processos químicos que dão origem à vida.

Na Terra, a vida teve mais de um bilhão de anos para evoluir antes que o oxigênio se tornasse abundante no ar. Todo esse tempo deu aos organismos a chance de desenvolverem mecanismos genéticos e estruturas físicas que lhes permitiram usar o oxigênio, em vez de serem destruídos por ele, como corre o risco de acontecer com as prováveis vidas existentes em Europa, descoberta em 1610 por Galileu Galilei.

"Análises feitas por telescópios na Terra ou em órbita podem dizer quais as substâncias estão misturadas ao gelo.", diz Greenberg.

Sua longa pesquisa faz parte da edição mais recente da revista científica Astrobiology.

terça-feira, 16 de março de 2010

Noguchi fotografa encontro do rio Negro com o Solimões

Soichi Noguchi, astronauta da JAXA (Agência Espacial Japonesa) e engenhiro de voo na Estação Espacial Internacional (ISS), twittando diariamente belas fotografias de paisagens terrestres que ele mesmo tira. Nesta segunda-feira, ele postou a imagem abaixo, mostrando o encontro do rio Negro com o Solimões.

Gente, perdão! A foto que Noguchi tirou é a próxima!

Encontro os rios Negro e Solimões (Foto: Doichi Noguchi)

Os dois rios se encontram perto de Manaus (AM).

terça-feira, 2 de março de 2010

Mais água na Lua!

O radar Mini-SAR, da NASA, abordo da sonda Chandrayaan-1 (um satélite lançado em outubro de 2008 que deve orbitar dois anos ao redor da Lua), da ISRO, detectou crateras próximas ap polo Norte da Lua cheias de gelo. As crateras têm de 1,6 a 15 km de diâmetro.

Imagem da sonda mostra as 40 crateras novas (vermelho) e irregulares (verde) com gelo encontradas no polo Norte da Lua (Foto: NASA)

"Embora o total de gelo dependa da espessura em cada cratera, estima-se que poderá haver pelo menos 600 milhões de toneladas métricas de água congelada", informou a NASA.

“O quadro que está emergindo das diversas medições, e dos dados dos intrumentos das missões lunares, indica que a criação, migração, depósito e retenção de água estão ocorrendo na Lua”, afirmou Paul Spudis, principal pesquisador do Mini-SAR no Lunar and Planetary Institute de Houston.

O achado "mostra que a Lua é um destino mais interessante e atraente no aspecto científico, operacional e de exploração do que as pessoas pensavam anteriormente", disse.

O Mini-SAR, um radar com menos de 10 kg, passou o último ano mapeando as crateras lunares permanentemente na sombra e invisíveis da Terra, usando as propriedades de polarização das ondas de rádio.

As descobertas do radar, que serão divulgadas em detalhes no Geophysical Research Letters, seguem as descobertas de outros instrumentos da NASA e se somam às informações sobre as diversas formas de água encontradas na Lua.

O Moon Mineralogy Mapper (da NASA), também a bordo do Chandrayaan-1, descobriu moléculas de água nos polos da Lua, enquanto o Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCrOSS) da NASA encontrou vapor de água.

Os cientistas indianos da missão Chandrayaan-1 confirmaram as descobertas após a análise das ondas luminosas captadas pelos instrumentos norte-americanos.

domingo, 29 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ISS fotografa Glaciar Upsala formando icebergs

A tripulação da Estação Espacial Internacional tirou a fotgrafia abaixo com uma câmera digital Nikon D2Xs em 25 de outubro. A imagem foi divulgada hoje pela NASA.

Glaciar Upsala fotografado em 25 de outubro por astronautas na ISS (Foto: ISS/NASA)

A foto mostra a região final do Glaciar Upsala, na Argentina, com icebergs se formando no Lago Argentino. Como muitos outros glaciares da região, o Upsala passou por um significativo encolhimento durante o século passado.

Região do Glaciar Upsala (Foto: GUY Christian/hemis.fr)

Glaciares são “rios de gelo” que escoam das montanhas para regiões mais baixas, onde o gelo pode derreter, se romper na forma de icebergs ou reforçar uma plataforma. Os glaciares funcionam como escavadeiras, empurrando terra e rochas à sua frente e deixando destroços nas duas margens. O Upsala flui desde o campo de gelo do sul da Patagônia (que também dá origem ao Glaciar Perito Moreno) até o Lago Argentino.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Audiocast #004

14 de novembro de 2009

Aqui está outra edição do audiocast. As pautas são a passagem da sonda Rosetta pela Terra, a descoberta de água na Lua e a acoplagem de uma nave de carga à ISS.

Download: audiocast_004.mp3

LCROSS encontrou água na Lua!

A NASA anunciou nesta sexta-feira 13 que localizou uma "importante" quantidade de água congelada na Cratera Cabeus, no polo sul da Lua. O dado foi obtido graças aos choques promovidos pela sonda LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite - Satélite de Sensoriamento e Observação de Crateras Lunares) em 9 de outubro.

"A descoberta abre um nova capítulo em nossa compreensão da Lua", afirmou a NASA em um comunicado.

A colisão levantou uma coluna de material do fundo de uma cratera que não recebe a luz do Sol por bilhões de anos. Os dados preliminares obtidos da análise desses materiais "indicam que a missão descobriu, com sucesso, água", afirmou a NASA.

"A concentração e distribuição de água e de outras substâncias requerem mais análise, mas podemos dizer com segurança que Cabeus contém água", afirmou Anthony Colaprete, cientista da equipe do projeto LCROSS no Centro de Pesquisa Ames da NASA, em Moffett Field (Califórnia).

Cabeus é uma cratera com alta concentração de hidrogênio. Foi escolhida porque tem o fundo relativamente plano e não tem rochas em seu interior que pudessem impedir o choque diretamente no fundo da cratera. A busca de água na Lua tenta viabilizar bases permanentes de pesquisa e exploração lunar.

 

Leia mais no Blog do Astrônomo.

sábado, 10 de outubro de 2009

LCROSS é um sucesso!

O pessoal da NASA está comemorando! Ontem de manha, eles jogaram um estágio de foguete e um satélite contra a Lua para procurar por água.

lcross

O primeiro impacto, às 8h31 de Brasília, foi do último estágio do foguete Atlas V – chamado Centauro – que levou a sonda LCROSS (Satélite de Sensoriamento e Observação de Crateras Lunares) à Lua. O Centauro tinha 13 metros e 2,2 toneladas.

Imagem da Lua capturada pela câmera da sonda LCROSS (Foto: NASA)

O choque levantou uma nuvem ge gás e poeira que foi atravessada pela LCROSS. Durante a travessia de 4 minutos, a sonda foi capaz de coletar amostras do material, analisá-las e enviar os resultados para a Terra. Depois, às 8h35, a sonda também se chocou contra a superfície da Lua.

Fotografia tirada pela LCROSS logo antes de seu impacto (Foto: NASA)

Confira no aqui um vídeo do G1 mostrando as etapas da missão que custou cerca de R$ 138 mi.

Veja também a reportagem da BBC Brasil mostrando os impactos.

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