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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Estrela gira a 2 milhões de km/h

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriram a estrela que gira mais rápido: VFTS 102 tem uma rotação de 2 milhões de quilômetros por hora – velocidade 300 vezes superior à do Sol ao fazer o mesmo movimento – e está próxima de ser desfeita por ação das forças centrífugas.

A descoberta foi feita através do Telescópio Muito Grande (VLT), no Observatório do Monte Paranal, no Chile. Os cientistas pesquisavam a região da Nebulosa da Tarântula, uma formação de poeira e gás localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias satélites da Via Láctea.

VFTS 102 está a 160 mil anos-luz, tem uma massa 25 vezes maior que a do Sol e chega a brilhar 100 mil vezes mais. Sua velocidade ao percorrer o espaço também impressiona os especialistas, que acreditam que o astro possa ter sido ejetado de um sistema de estrelas duplas.

Ilustração da estrela de rotação mais rápida conhecida, em azul (Foto: G. Bacon/ESA/NASA)

Segundo esta hipótese, uma das estrelas teria explodido sob a forma de uma supernova, expulsando a companheira VFTS 102 da região. A prova pode estar na presença de resquícios de supernova próximos à região observada pelos cientistas na Grande Nuvem de Magalhães, além de um pulsar – uma estrela muito pequena e com muita massa, que poderia ter sido originada após a explosão.

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Supermassive blackholes!

Cientistas descobriram os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol. Isso mesmo: 10 BILHÕES DE MASSAS SOLARES!

Localizadas em grandes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias.

Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.

Ilustração de estrelas em movimento em uma galáxia elíptica, que tem em seu centro um buraco negro supermassivo (Foto: Gemini Observatory/AURA/Lynette Cook)

Os cientistas acreditam que todas as galáxias maciças com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos.

As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.

No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares.

Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.

Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 – NGC 3842 e NGC 4889 – e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos.

Os cientistas usaram o telescópio Gemini, no Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.

Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior.

Esses buracos negros teriam um horizonte de eventos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.

Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

VLT mostra supernova em 3D

Usando o novo espectrógrafo SINFONI, que oferece altíssimo nível de detalhe, no Telescópio Muito Grande (VLT), astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) conseguiram imagens tridimensionais do material expelido pela Supernova 1987a.

Eles perceberam que as partículas liberadas se concentravam em uma direção, indicando que a supernova era bem turbulenta e assimétrica, uma descoberta que condiz com os últimos modelos científicos sobre a morte de estrelas. Segundo os cientistas, o material foi expelido a 99 milhões de km/h. Mesmo assim, foram levou dez anos para que eles atingissem um anel de gases e poeira criado anteriormente, durante a "morte" da estrela. O VLT também mostrou outra onda de destroços viajando pelo espaço dez mais devagar e aquecida por elementos radioativos criados na explosão.

Os dados representam a primeira confirmação da assimetria de uma supernova.

Descoberta em 1987, a Sn 1987a foi a primeira supernova vista a olho nu em 383 anos. Fica a 168 mil anos-luz da Terra, na Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães.

 

"Astrônomos captam supernova em 3D", BdA, 04/08/2010

sábado, 29 de maio de 2010

55 cancri e completa órbita em menos de 18 horas

O exoplaneta 55 cancri e orbita a estrela SWEEPS-10, parecida com o Sol, e foi descoberto há anos. Até agora acreditava-se que ele demorava três anos para orbitar a estrela. Uma nova análise mostra que, na realidade, ele leva apenas 17 horas e 41 minutos.

É isso mesmo. Ele dá a volta ao redor da estrela em menos de 18 horas!

Se você acha muito rápido, saiba que há indícios de que outro planeta no mesmo sistema possa completar uma órbita em um tempo ainda menor, mas sua existência ainda não foi confirmada.

Segundo pesquisadores do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, em Massachusetts, falhas em observações podem ter levado a conclusões erradas sobre a órbita do 55 cancri e.

Se um planeta pudesse completar uma volta ao redor do Sol a uma distância equivalente ao raio solar sem queimar, esse planeta levaria três horas para completá-la.

Planetas orbitando astros mais compactos, como anãs brancas, pulsares e buracos negros, podem completar órbitas em tempos mais curtos, pois podem se aproximar mais desses objetos. Porém, não há confirmação de planetas orbitando anãs brancas e buracos negros.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hubble fotografa M66

O Telescópio Espacial Hubble registrou uma galáxia que tem uma estrutura bem estranha, com "braços" assimétricos e centro deslocado. Essa forma bastante incomum é causada pela gravidade de outras duas galáxias próximas. Juntas, as três formam o Trio do Leão.

M66 em imagem feita pelo Hubble (Foto via R7)

A galáxia "torta", M66, está a 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Leão. Com 100 mil anos-luz de diâmetro, ela é maior do trio. Ela tem braços em formato de espiral que ao mesmo tempo são assimétricos, o que é quase exclusivo. Usualmente, nuvens densas de gás, poeira e estrelas recém-nascidas rodeiam o centro de forma simétrica. Não é o caso da M66.

Segundo astrônomos, isso ocorre porque a M66 foi distorcida pela força gravitacional das outras duas – M65 e NGC 3628.

Como se não bastasse, a M66 ainda tem um outro recorde. Já teve três supérnovas desde 1989 – a última em 2009.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mais um recorde de distância/tempo (pelo Hubble)

O Telescópio Espacial Hubble identificou pela primeira vez uma população de galáxias compactas a 13 bilhões de anos-luz de distância. Assim o Huble quebrou seu próprio recorde de distância.

As fotos foram tiradas com a câmera infravermelha WFC3 e foram analisados por cinco equipes internacionais de astrônomos. Interpretações preliminares foram apresentadas numa reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS), em Washington reunião.As massas das galáxias representam apenas 1% da massa da Via-Láctea.

As estrelas das quatro galáxias observadas eram bem diferentes do Sol. Eram tão azuis que deviam ser extremamente pobres em elementos pesados.

A WFC3 foi instalada por astronautas do ônibus espacial Atlantis em maio do ano passado e é cerca de 40 vezes mais eficiente que a anterior. Tanto que o Hubble obteve em quatro dias de observação o que levaria quase seis meses para registrar com os instrumentos velhos. Além disso, imagens da mesma região já haviam sido feitas pelo Hubble, mas em luz visível, indo a até 12,7 bilhões de anos-luz de distância.

Uma vez que a luz possui uma velocidade finita, quanto mais longe se olha, mais se olha para o passado. Afinal de contas, quanto mais longe um objeto, mais tempo sua luz vai demorar para chegar.

Assim, se o Big Bang ocorreu entre 13,8 e 13,6 bilhões de anos e estas galáxias estão a 13 bilhões de anos-luz, elas existiram de 600 milhões a 800 milhões de anos após o Big Bang.

Confira um trecho do "Bom Dia, Brasil" relatando a descoberta.

domingo, 29 de novembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Audiocast #003

07 de novembro de 2009

Abaixo está a tercera edição do audiocast. Ela aborda o anúncio da Galactic Suite e a descoberta de um aglomerado de galáxias distante.

Download: audiocast_003.mp3

Hubble fotografa nascimento de estrelas em M83

A câmera WFC3 (Wide Field Camera 3, Câmera de Campo Amplo 3) foi instalada no Telescópio Espacial Hubble em maio deste ano. Recentemente, ela captou a mais detalhada imagem de nascimento de estrelas.

M83 em imagem recente do Hubble (Foto: NASA, ESA, R. O'Connell (Univ. Virginia), B. Whitmore (STScI), M. Dopita (Australian National Univ.), e comitê de supervisão científica da Wide Field Camera 3)

É uma imagem da galáxia M83 – também conhecida como “Cata-Vento do Sul”. Lá, o processo de formação estelar é mais rápido, especialmente no núcleo, do que o presente na Via-Láctea.

A imagem da WFC3 revela estrelas em diferentes estágios de evolução, fornecendo aos astrônomos informações para pesquisar sua formação.

Também é possível ver os remanescentes de cerca de 60 explosões de supernovas, as explosões de estrelas massivas, podem ser vistas na imagem, cinco vezes mais nítidas do que os registros anteriores.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O mais novo objeto mais antigo do Universo

Até agora uma galáxia com detinha o recorde de objeto mais antigo conhecido.

Até agora.

Foi publicada na Nature a descoberta de uma estrela 150 milhões de anos mais velha. Ela foi observada no momento de sua explosão, 630 milhões de anos após o Big Bang, e foi chamada de GRB (Gama Ray Burst – Disparo de Raios Gama) 090423.

Se os 13,7 bilhões de anos de história do Universo fossem resumidos em um ano, essa explosão teria acontecido por volta do dia 15 de janeiro – a Terra surgiria só quase em agosto, e os humanos modernos, nos últimos 10 minutos do dia 31 de dezembro.

GRB 090423 (Foto: NASA)

A tal explosão foi violenta: sua luz foi emitida na forma de raios gama, a radiação mais energética que existe. Ela viajou esse tempão e só chegou à Terra agora!

As observações foram feitas com o satélite Swift, da NASA. Depois, por telescópios.

Os cientistas sabem que o Universo teve uma infância de trevas, na qual a matéria se agrupava, mas as primeiras estrelas ainda não haviam aparecido. O que eles não sabem é quando a escuridão se transformou em luz, já que encontrar objetos tão antigos é muito difícil. Até agora, os corpos celestes mais antigos datavam de 800 milhões a 900 milhões de anos após o Big Bang.

Para entender como os cientistas sabem a distância de um objeto, imagine o som de uma ambulância se aproximando rápido. Ele é diferente do som da mesma ambulância se afastando. A luz de um objeto que se aproxima também é diferente da luz de um que se afasta – mas é preciso estar muito rápido para que se perceba. (Isso se chama Efeito Doppler.)

Se a luz de uma estrela apresenta um desvio para o vermelho, é sinal de que está se afastando. Se o desvio é para o azul, está se aproximando. O GRB 090423 tem o maior desvio para o vermelho já observado: 8,2. Ele indica que a explosão ocorreu quando o universo tinha menos de 5% de sua idade atual.

O recorde anterior pertencia a uma galáxia cuja luz apresentava um desvio para o vermelho de 6,96, o que significa que era 150 milhões de anos mais jovem do que a GRB descoberta agora.

Os cientistas querem procurar conhecer quais eram os vizinhos da GRB 090423, olhandompara lá com o Hubble me 2010.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

NASA divulga imagem de M31 em ultravioleta

Nesta quinta-feira, dia do professor, a NASA divulgou uma imagem da galáxia Andrômeda, a Messier 31, situada dentro da constelação de mesmo nome.

A M31 é mais larga e aberta do que a nossa Via Láctea. Ambas as galáxias são espirais.M31 em ultravioleta; imagem captada pelo Swift (Foto: NASA)

A foto foi tirada pelo satélite Swift – que busca por explosões distantes. O satélite fez uma paradinha na busca e registrou esta imagem em UV da M31.

A imagem em alta resolução foi montada a partir de um mosaico de 330 imagens individuais tiradas pelo telescópio óptico do satélite e mostra uma região com 200 mil anos-luz de extensão e 100 mil anos-luz de altura.

domingo, 4 de outubro de 2009

Explosões Cósmicas

Este deve ser o tema de uma palestra a ser ministrada esta semana no SESC de São José dos Campos (SP).
Se você mora no Vale do Paraíba e se interessa por cataclismas magnéticos, supernovas e gigantescos disparos de raios gama dos objetos mais energéticos e mais distantes do Universo, não pode perder o evento.
A palestra será ministrada por João Braga. Graduado em Física pela PUC-RJ, ele é mestre em Astrofísica pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e doutor em Astronomia pela USP. Tem pós-doutorado em astrofísica de raios X na Universidade do Colorado. Atualmente é vice-diretor geral, coordenador de centros regionais de pesquisa e pesquisador titular do INPE.
O evento integra o projeto Céu Aberto – O Universo Exposto, que teve início em julho e vai até outubro, promove diversas atividades com o objetivo de ampliar o interesse pela cultura científica e difundir junto à comunidade sua importância.

Título: "Explosões Cósmicas"
Palestrante: João Braga, INPE 
Data: 06/10/2009 (ter), 19h30

Local: Auditório do SESC (Av. Dr. Adhemar de Barros, 999 – Jd. São Dimas – São José dos Campos, SP)
Classificação: livre
Informações: (12) 39042000 e www.sescsp.org.br
Entrada franca

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