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sábado, 21 de julho de 2012

Marcos Pontes no 'Agora É Tarde'

Ontem, a histórica chegada do homem à Lua completou 43 anos. O programa "Agora É Tarde", da Band, recebeu Marcos Pontes para uma divertida conversa. Em 2006, Pontes tornou-se o primeiro brasileiro no espaço ao viajar para a Estação Espacial Internacional.

Na entrevista, ele falou sobre as viagens à Lua e sua missão e contou curiosidades da vida no espaço. Também disse que poderá voltar à ISS nos próximos anos numa missão de expedição, ficando alguns meses em órbita.

Marcos Pontes no "Agora É Tarde" de 20/06/2012

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Israelenses entram no Google Lunar X Prize

Nesta quinta-feira uma cerimônia em um complexo militar próximo a Yehud, centro de Israel, apresentada pelo presidente Shimon Perez inaugurou a iniciativa Space IL. A cerimônia contou com a presença de Rona Ramon, viúva de Ilan Ramon, astronauta israelense falecido no acidente do Columbia, em 2003.

Cerimônia de inauguração da Space IL foi apresentada por presidente Perez (Foto via R7)

O projeto sem fins lucrativos integrado por uma equipe multidisciplinar de especialistas israelenses em espaço participa do Google Lunar X Prize e visa ser o primeiro a enviar uma nave robótica à Lua e, ao mesmo tempo, operar o aparelho pela superfície lunar e transmitir vídeo, imagens e dados para Terra.

Dragon será primeira nave privada na ISS

A primeira acoplagem de uma nave espacial privada com a Estação Espacial Internacional já tem data marcada: 7 de fevereiro de 2012. A anúncio foi feito pela NASA nesta sexta.

A manobra pioneira será realizada pela nave Dragon, da empresa de exploração espacial privada Space Exploration Technologies (SpaceX).

A missão é considerada de testes Serão avaliados sistemas, engrenagens e, principalmente, o sistema de acoplagem da nave Dragon à ISS.

A NASA, porém, não deve esperar muito mais tempo para que as missões "de verdade" comecem a acontecer.

Concepção artística da Dragon se aproximando da ISS (Foto: SpaceX)

Sem naves tripuladas próprias desde a aposentadoria dos ônibus espaciais, os sobrinhos de Sam pagam para voar nas naves russas Soyuz. Cada viagem de ida e volta fica em torno de US$ 60 milhões.

A administração Obama resolveu que, até que a nova geração de naves da NASA fique pronta, o que só deve acontecer entre 2019 e 2020, o governo irá incentivar o desenvolvimento de naves por empresas privadas e depois pagará para usá-las.

Em dois anos, a NASA distribuiu algumas centenas de milhares de dólares para algumas empresas selecionadas, sendo a SpaceX uma das principais.

As empresas ficam responsáveis pelo transporte de cargas e astronautas à órbita baixa da Terra, i.e. Estação, mas para missões no "espaço profundo", como uma viagem a Marte, continuam sob responsabilidade direta da NASA.

Para grandes missões, como o uma eventual ida à Marte, a chamada exploração do espaço profundo, o trabalho ainda ficaria sob responsabilidade de naves da NASA.

Ilustração da Dragon acoplada à ISS (Foto: SpaceX)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Voyager 1 começa a sair do Sistema Solar

A sonda espacial Voyager 1, engenho humano se encontra mais distante da Terra no momento, entrou na fronteira de nosso Sistema Solar e pode chegar ao desconhecido espaço interestelar em questão de meses.

A Voyager 1 foi lançada pela NASA em setembro 1977 e agora está deixando a heliosfera, região aonde chegam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior.

Ilustração da sonda Voyager 1 (Foto: NASA)

A Voyager já percorreu quase 18 bilhões de quilômetros. Parece muito? A distância até a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri, é de quase 40 trilhões de quilômetros.

Segundo a NASA, poderia superar a barreira da heliosfera e a influência de seu campo magnético em "alguns poucos meses ou anos".

"Descobrimos que o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática. Pela primeira vez, até se movimenta para trás. Estamos viajando por um território completamente novo"", disse Rob Decker, um dos responsáveis pelos instrumentos de medição da sonda.

"Não deveríamos esperar muito para investigar como de verdade é o espaço entre as estrelas", indicou Ed Stone, cientista do projeto Voyager no Instituto Tecnológico de Pasadena, Califórnia.

A sonda Voyager 2, gêmea da Voyager 1, foi lançada em agosto de 1977 e atualmente está a 15 bilhões de quilômetros da Terra. Ambas as máquinas continuam com boas condições de conservação.

Desde meados de 2010, a sonda 1 detectou uma redução das partículas energéticas emitidas do Sol, que agora são duas vezes menos abundantes que nos cinco anos anteriores, enquanto detectou um fluxo 100 vezes maior de elétrons do espaço interestelar.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Olha a oportunidade!

A NASA vai abrir seleção para uma nova turma de astronautas! Os currículos serão recebidos já a partir de novembro e os testes vão até 2013. Em agosto daquele ano, os escolhidos vão começar o treinamento.

Interessado? Você precisa ter formação em engenharia, ciência ou matemática e três anos de experiência profissional relevante. Além disso, também é preciso ter cidadania estadunidense. Pois é… Para mim, não vai ser desta vez…

Normalmente, os selecionados têm grande qualificação em engenharia ou ciência, ou ainda grande experiência em pilotagem de jatos. Apesar de não haver um limite de idade, os astronautas têm em geral de 26 a 46 anos de idade, segundo a NASA.

Astronauta Alvin Andrew durante caminhada espacial (Foto: NASA)

"Esta próxima turma vai dar suporte a missões na estação [espacial] e vai chegar lá com os sistemas de transporte que estão em desenvolvimento agora. Vão ter também a oportunidade de participar de programas de exploração da NASA que vão incluir missões para além da órbita baixa da Terra", afirmou Janet Kavandi, diretora das operações de tripulação do Centro Espacial Johnson, em Houston. "Para cientistas, engenheiros e outros profissionais que sonharam em voar para o espaço, este é um momento emocionante para entrar e fazer parte do corpo de astronautas."

domingo, 25 de setembro de 2011

Tudo o que sobe…

A NASA confirmou neste sábado (24/09/2011) que o Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior (UARS) se desfragmentou na atmosfera, com parte dos destroços caindo em solo terrestre durante o início da madrugada.

Segundo a agência, restos do satélite atingiram a superfície da Terra entre 0h23 e 2h09 de Brasília. "O satélite estava passando sobre Canadá e África, assim como sobre vastas zonas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico", explicou a agência, que ainda não consegue dizer os locais exatos onde as peças do UARS aterrissaram. Segundo a agência no momento em que entrou na atmosfera, o UARS estava no norte no Pacífico

Relatos no Twitter diziam que fragmentos do equipamento poderiam ter caído na região de Okotoks, uma cidade ao sul de Calgary, no oeste do Canadá. A NASA não confirma esta informação, destacando apenas que pedaços encontrados do satélite são de propriedade norte-americana e devem ser devolvidos à agência.

A NASA também afirmou não ter registros de danos ou vítimas causadas pela queda do UARS.

O órgão acredita que fragmentos possam ser encontrados em outros lugares, como na África ou na Austrália. Anteriormente, a NASA vinha informando que os restos do satélite deveriam se espalhar por uma área de 800 km e que não haveria riscos para a população.

A probabilidade de algum dos restos do UARS atingir uma pessoa era de uma em 3.200, segundo a NASA.

UARS (Foto: NASA)

O satélite voava sobre boa parte do planeta, entre 57°N e 57°S. Com 5,675 toneladas, 10,6 m de comprimento e 4,5 m de diâmetro, o tamanho de um ônibus, o aparelho foi lançado pela há 20 anos pelo ônibus espacial Discovery. Desativado em 2005, o equipamento foi se aproximando da Terra por conta da ação solar e da gravidade do planeta. A NASA esperava que o satélite se fragmentasse em 26 pedaços, com pesos variando entre 1 kg e 158 kg.

O UARS é o maior satélite da NASA a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979.

Segundo Jonathan McDowell, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, pedaços de foguetes e satélites voltam à Terra todos os anos, sem nenhum dano. Ele lembrou que só este ano dois grandes pedaços de foguetes russos já caíram na Terra, sem grandes repercussões.

Mesmo a antiga estação russa Mir caiu no Pacífico com segurança, em 2001. Mas sua predecessora, a Salyut 7, caiu sem controle em 1991. O último retorno de satélite sem nenhum tipo de manobra da NASA foi em 2002.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Usinas nucleares para a Lua e Marte?

Isso mesmo!

Ontem, no encontro anual da Sociedade Americana de Química, em Denver, foi anunciado que as primeiras usinas nucleares para futuras bases na Lua e em Marte – e onde mais os humanos fossem por os pés – já estão a caminho!

James Werner, diretor do Laboratório Nacional de Idaho, do Departamento de Energia, e sua equipe devem finalizar uma demonstração da tecnologia no início de 2012. O projeto é feito em conjunto pelo Departamento de Energia e a NASA.

Segundo Werner, as novas tecnologias de fissão  para a aplicação de energia a esse tipo de superfícies são muito diferentes das aplicadas a usinas nucleares na Terra, que necessitam de grandes espaços por suas dimensões e suas grandes estruturas, como torres de refrigeração.

"As pessoas nunca reconheceriam o sistema de energia de fissão (em Marte ou na Lua) como um reator de energia nuclear", afirmou. O cientista explicou que o sistema poderia ter aproximadamente 30,5 cm de largura por 61 cm de altura, "aproximadamente o tamanho de uma mala de mão" e não necessitaria de torres de refrigeração.

Segundo Werner, "um sistema de energia de fissão é uma unidade compacta, confiável e segura, que pode ser fundamental para a criação de bases em outros planetas". Até agora combustível e painéis solares foram os pilares para a geração de eletricidade para missões espaciais, mas apesar da energia solar funcionar bem nas órbitas terrestres, os especialistas garantem que a energia nuclear oferece algumas características únicas.

"A maior diferença entre os reatores de energia solar e nuclear é que os reatores nucleares podem gerar energia em qualquer ambiente", disse Werner. "A tecnologia de fissão nuclear não depende da luz solar, por isso é capaz de produzir grandes quantidades constantes de energia durante a noite ou em entornos hostis, como os da Lua e Marte", afirmou.

Como exemplo, ele indicou que um sistema de energia de fissão na Lua poderia gerar 40 kW ou mais, aproximadamente a quantidade de energia necessária para alimentar oito casas na Terra.

domingo, 10 de julho de 2011

'Palavra': 'O mensageiro'

Já está no BdA "O mensageiro", "Palavra do editor" na qual abordo Mercúrio e a sonda MESSENGER, da NASA. Confira clicando na imagem abaixo!

Ilustração da MESSENGER em órbita de Mercúrio (Foto: NASA)

Atlantis decola em última missão de ônibus espacial

Nesta sexta-feira, sob os olhos da imprensa mundial, o Atlantis partiu da Flórida rumo à Estação Espacial Internacional com quatro astronautas na última missão de um ônibus espacial.

Decolagem do Atlantis (Foto: AP)

A missão é levar o módulo Raffaello, com suprimentos e partes sobressalentes. O Atlantis entregará 3,7 toneladas de alimentos e equipamentos à Estação para permitir que ela sua tripulação permanente de seis pessoas fiquem abastecidos por um ano.

Também é transportada a Missão de Reabastecimento Robótico, um experimento programado para demonstrar e testar as ferramentas, tecnologias e técnicas necessárias para o reabastecimento dos satélites no espaço.

Na volta à Terra, a tripulação trará de volta uma bomba de amônia que não funcionou na Estação. Os engenheiros querem compreender por que ela falhou e melhorar o projeto para futuras viagens.

O pouso deve ocorrer dia 20.

Lançamento do Atlantis (Foto: Chip Smodevilla / Getty Images / France Presse)

Leia mais sobre a missão, a nave, a história do programa e as consequências da aposentadoria dos ônibus espaciais no post no BdA.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Voo de Yuri Gagarin completa 50 anos

Há meio século, um voo de 108 minutos iria mudar o mundo para sempre. Foi o primeiro voo espacial tripulado por um homem. O nome dele era Yuri Gagarin, ele tinha origem muito humilde e 27 anos de idade. Sua cápsula – Vostok – alcançou 380 km de distância da Terra. Até hoje, mesmo com o fim da União Soviética, o feito é orgulho para os russos.

Gagarin em treinamento (Foto: Tass - 12/04/1961)

Confira no BdA!!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

'Eu vou fazer um leilão…'

Atenção, colecionadores de artefatos espaciais/históricos!

Dia 12 de abril é o 50º aniversário da primeira viagem espacial tripulada, a do soviético Yuri Gagarin. Uma das comemorações será o leilão da cápsula Vostok 3KA-2, semelhante à de Gagarin e que foi utilizada no último teste antes de seu voo, em 25 e março de 1961. À bordo estavam um cão chamado Zvezdochka (Estrelinha) e um boneco de forma humana. Sem problemas, a cápsula completou a órbita e pousou com a ajuda de um paraquedas.

A cápsula Vostok 3KA-2 (Foto: AFP)

A nave foi avaliada entre US$ 2 e 10 milhões.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Durma bem!

Se você assistiu ao filme "2001 – Uma Odisseia no Espaço", deve se lembrar desta imagem:

Cena do Filme "2001 - Uma Odisseia no Espaço", de Stanley Kubrick (1968) (Foto via Flick)

E não é que hibernar pode ser um jeito do corpo resistir a uma longa viagem espacial?

Cientistas da Universidade do Alasca pesquisaram a hibernação dos ursos negros e descobriram que eles reduzem sua temperatura corporal em cinco ou seis graus durante o período e sua atividade metabólica desacelera em 75%. Normalmente, os processos químicos e biológicos de um organismo se desaceleram em 50% por cada 10 graus de redução da temperatura corporal.

Durante a hibernação, os ursos passam de cinco a sete meses sem comer, beber, urinar ou defecar, respirando apenas uma ou duas vezes por minuto, sendo que seu coração se desacelera entre as respirações.

Além disso, os cientistas descobriram que a atividade metabólica dos ursos continuou em níveis mais baixos várias semanas após o fim da hibernação.

Segundo um dos pesquisadores, "uma rápida redução da atividade metabólica das vítimas de um derrame cerebral ou de um ataque cardíaco poderia deixar o paciente em um estado estável e protegido, o que daria aos médicos mais tempo para tratá-lo".

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Voyager 1 no limite do Sistema Solar

A sonda espacial Voyager 1, lançada em 05/09/1977, está perto da fronteira do Sistema Solar. A 17,4 bilhões de quilômetros de casa, a sonda é o objeto feito pelo homem mais distante da Terra e identificou uma mudança na direção do vento solar à sua volta: ao invés de estar indo para fora, ele está se movendo lateralmente.
Ao se encontrar com o vento interestelar, o vento solar (partículas carregadas emitidas pelo Sol) muda de direção e aponta para a cauda da heliosfera ("bolha" de partículas com forma de cometa que envolve o Sistema Solar). Essa fronteira é o fim "oficial" do Sistema Solar.
Abastecida por sua fonte radioativa de energia, os instrumentos da sonda continuam funcionando bem e enviando informações. Um sinal de rádio leva cerca de 16 horas para viajar da Voyager para a Terra.
As últimas descobertas vêm do detector de partículas de baixa energia, que monitora a velocidade dos ventos solares – que chegou a zero.
Os primeiros sinais de que a Voyager havia encontrado algo novo apareceram em junho. Vários meses de coleta de novos dados foram necessários para confirmar a observação.
A Voyager 1 está a uma velocidade 17km/s.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Doug Wheelock fotografa noite terrestre

Douglas Wheelock, astronauta da NASA no comando da Estação Espacial Internacional, tem compartilhado pelo seu Twitter (@Astro_Wheels) fantásticas imagens da noite na Terra. A fotografia a seguir mostra a aurora boreal, Londres e Paris. "Aurora Borealis à distância nesta bela noite sobre a Europa", escreveu Wheelock.

Fotografia a partir da ISS mostrando a Europa e auroras à noite (Foto: Douglas Wheelock)

Ele também tirou esta fotografia, que mostra claramente a Flórida numa noite clara e calma. "A península da Flórida e sudoeste dos E.U.A. no tipo de noite do qual mais sinto falta no nosso planeta", escreveu. "Uma clara noite de outono com luar sobre a água e o céu preenchido com um bilhão de estrelas."

Florida à noite, fotografada da ISS (Foto: Douglas Wheelock)

Na próxima foto, o Rio Nilo e seu delta, parecem uma flor se curvando na brisa calma. "Uma vista noturna do Rio Nilo serpenteando pelo deserto egípcio em direção ao Mar Mediterrâneo e Cairo no delta do rio."

Nilo fotografado da ISS (Foto: Douglas Wheelock)

Esta última foto mostra as bordas orientais do Mar Mediterrâneo. "Terras antigas com milhares de anos de história se estendendo de Atenas, Grécia, por todo o caminho em volta do Med[iterrâneo] até Cairo, Egito."

A porção leste da região do Mediterrâneo, visto da ISS (Foto; Douglas Wheelock)

Wheelock chegou à Estação em junho e deve voltar á Terra em 25 de novembro. Pelos tweets dele, fica claro que ele a vista vai fazer falta. "Vou sentir falta de nosso mundo maravilhoso."

"Astronauta na ISS fotografa noite terrestre", BdA, 19/11/2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Amadores???

A Dinamarca pode estar prestes a se tornar o quarto país a enviar um humano ao espaço. Kristian Von Bengston e Peter Antibes Madsen, inventores dinamarqueses, pretendem lançar o primeiro foguete construído por amadores a levar pessoas ao espaço. Criado pela empresa Suborbitals, o foguete deverá ser lançado no dia 30 de agosto de um submarino no mar Báltico. Se a experiência der certo, Madsen espera estar dentro da cápsula Tycho Brahe, que só comporta um tripulante.

A construção começou desde 2004 e não teve nenhum financiamento público. A Suborbitals é uma organização sem fins lucrativos que vive só de patrocínio, doações e voluntários.

Apelidado de HEAT, sigla em inglês para Transportador Exo Atmosférico Híbrido, o foguete tem 9 m de altura e usa oxigênio líquido como combustível.

O HEAT, visto de baixo (Foto via R7)

O impulsionador do foguete irá queimar por 60 segundos, fornecendo 40kN de empuxo, força tolerável para que seres humanos possam viajar na posição vertical do módulo. O impulsionador será descartado antes que a nave atinja a microgravidade. Depois, a Tycho Brahe será desacelerada por um paraquedas auxiliar, seguido por três paraquedas principais. Finalmente, a nave irá aterrissar na água.

Duras de matar

Cientistas da Open University realizaram o seguinte experimento: deixaram uma pedra com bactérias no exterior da Estação Espacial Internacional (ISS) por 533 dias. Elas foram expostas a raios cósmicos, forte radiação UV e grandes mudanças de temperatura. Além disso, toda a água presente na pedra desapareceu no vácuo. Agora, o resultado do experimento foi anunciado: algumas bactérias SOBREVIVERAM!!!

Já era sabido que esporos de bactérias conseguem sobreviver vários anos em órbita, mas este é o maior período de sobrevivência registrado por cianobactérias no espaço. Elas foram tiradas de penhascos de Beer, costa sul da Inglaterra, e têm uma parede celular espessa - que pode ser um motivo para terem sobrevivido à prova.

Quando as rochas foram enviadas ao espaço, tudo o que se sabia é que tinham comunidades de bactérias diferentes. Não se tinha ideia de quais delas voltariam vivas à Terra – se é que alguma o faria.

"Acreditamos que esse micróbio pode ser usado em sistemas de suporte vital, para manter pessoas na Lua ou em Marte, onde não há oxigênio", disse o professor Charles Cockell, participante do Estudo.

Segundo a pesquisadora Karen Olssonncis, também da Open University, "também existe um conceito de que se nós tivéssemos de desenvolver bases na Lua ou em Marte, poderíamos usar bactérias para biomineração, ou seja, para extrair minerais importantes das rochas".

A pesquisa alimenta uma teoria bem popular de que micróbios podem viajar de um planeta a outro em rochas (meteoritos) e semear vida onde ela não existe.

 

"Bactéria sobrevive 553 dias no espaço", BdA, 27/08/2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

50 anos do voo de Belka e Strelka

Hoje é o 50º aniversário do lançamento do Sputnik-5, que continha os primeiros seres vivos a viajar ao espaço e retornar vivos à Terra.

Os tripulantes da nave: 42 ratos e 2 cadelas – Belka e Strelka. Eles foram lançadas ao espaço em 19 de agosto de 1960 e retornaram no dia seguinte, após 17 órbitas.

Belka e Strelka viraram celebrities… não só na União Soviética, mas em todo o mundo. Meses depois, Strelka deu à luz seis filhotes saudáveis. Um deles, Pushinka, foi dado à Caroline Kennedy, filha do então presidente John Kennedy, como presente do líder soviético Nikita Khrushchev.

Belka e Strelka (Foto via R7)

Com a missão, ficou provado que era possível ir ao espaço e voltar em segurança e, em 12 de abril de 1961 (menos de um ano depois), Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem no espaço.

Mas nem tudo foram flores… Antes de tudo isso, em 3 de novembro de 1957, a cadela Laika havia sido lançada no Sputnik-2. A cápsula foi danificada ao se desprender do foguete e Laika faleceu horas depois. Mesmo que os danos não tivessem ocorrido, os próprios cientistas da missão não estavam otimistas quanto ao voo. Eles queriam mais tempo, mas foram pressionados a lançar a missão com rapidez, para comemorar o aniversário da Revolução Russa.

sábado, 14 de agosto de 2010

Happy birthday, Tracy!

Hoje, a astronauta americana Tracy Caldwell Dyson sopra as velinhas (metaforicamente, é claro) na ISS, a Estação Espacial Internacional. Ela completa 41 anos!

Hoje é dia de faxina na ISS e a aniversariante dedicou parte do dia à limpeza da Estação, junto com os colegas americanos Shannon Walker e Douglas Wheelock, e os russos Aleksandr Skvortsov, Mikhail Kornienko e Fyodor Yurchikhin.

Segundo o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE), em Moscou, a limpeza da ISS demora dois ou três dias, mas com a colaboração de todos a bordo, "a estação estará limpa em duas horas e meia".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Segunda caminhada espacial de reparos na ISS

Às 9h27 de hoje, Douglas Wheelock e Tracy Caldwell Dyson, começaram a segunda caminhada espacial para consertar o sistema de refrigeração da Estação Espacial Internacional (ISS).

Em 31 de julho, uma bomba de amônia apresentou problemas e deixou de funcionar. O objetivo é substituir o equipamento por um reserva, levado à ISS em julho de 2006.

Na primeira caminhada, no sábado, a dupla ficou 8 horas e 3 minutos fora da Estação. Na ocasião houve um vazamento de amônia.

Doug Wheelock, no braço robótico, conserta sistema de refrigeração da ISS (Foto: NASA)

Douglas Wheelock (direita)e Tracy Caldwell Dyson (abaixo) trabalham em reparos na ISS (Foto: NASA)

domingo, 25 de julho de 2010

Marcos Pontes em 'Legendários' / O quê não fazer na Lua

Pois é… O blog está de volta! A abdução O sumiço durou mais de duas semanas…

No último sábado, o programa "Legendários", da Rede Record, exibiu uma entrevista com o astronauta Marcos Pontes. A entrevista foi feita pela integrante do programa Teena (interpretada pela humorista Miá Mello) em seu quadro "Whatever". Ela não economizou pérolas!!! O vídeo está logo abaixo: rache de rir!

O player não funciona? Clique aqui.

No mesmo programa, o famoso Mionzinho (Victor Coelho) mostrou dez coisas que não se deve fazer na Lua…

O player não funciona? Clique aqui.

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