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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Supermassive blackholes!

Cientistas descobriram os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol. Isso mesmo: 10 BILHÕES DE MASSAS SOLARES!

Localizadas em grandes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias.

Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.

Ilustração de estrelas em movimento em uma galáxia elíptica, que tem em seu centro um buraco negro supermassivo (Foto: Gemini Observatory/AURA/Lynette Cook)

Os cientistas acreditam que todas as galáxias maciças com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos.

As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.

No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares.

Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.

Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 – NGC 3842 e NGC 4889 – e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos.

Os cientistas usaram o telescópio Gemini, no Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.

Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior.

Esses buracos negros teriam um horizonte de eventos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.

Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.

sábado, 9 de abril de 2011

GRBs: a origem

Através de uma simulação feita por um supercomputador, cientistas comprovaram que as explosões de raios gama (Gamma Ray Bursts, GRBs), as mais brilhantes do universo, podem ser causadas pela colisão de duas estrelas de nêutrons.

Uma estrela de nêutrons se origina de uma estrela muito mais massiva que o Sol que entra em colapso e explode. Esses corpos são bastante densos, com sua massa concentrada numa esfera com pouco menos de 30 km de diâmetro.

Ao colidirem, dão origem a um buraco negro, liberando grande quantidade de energia. O campo magnético das estrelas em colisão se organiza de tal forma que se formam jatos com partículas que se movem quase na velocidade da luz. Esses jatos geram as GRBs.

Assista à simulação:

“Pela primeira vez, conseguimos rodar a simulação para além da colisão e da formação do buraco negro”, disse Chryssa Kouveliotou, pesquisadora do Marshall Space Flight Center, da NASA, uma das coautoras do estudo.

Simulação da colisão de estrelas de nêutrons e da emissão de raios gama em etapas (Foto: NASA/AEI/ZIB/M. Koppitz e L. Rezzolla)

A simulação levou mais de seis semanas para ser feita, num grupo de computadores do Instituto Albert Einstein, em Potsdam, no leste alemão. Em compensação, o processo que ela descreve dura apenas 35 milésimos de segundo, cerca de um terço do tempo de um piscar de olhos!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sagitário A* (pelo Chandra)

A NASA divulgou nesta terça-feira uma imagem do Sagitário A* – um buraco negro com 14 anos-luz no centro da Via Láctea, a cerca de 26.000 anos-luz da Terra. Pelo nome, já se percebe que está na constelação de Sagitário. É visível a partir dos dois hemisférios da Terra e é supermaciço (possui uma massa muito maior que a da maioria das estrelas maciças, com cerca de cem massas solares).

Sagitário A* (Foto: NASA)

Os cientistas acreditam que as regiões centrais de quase todas as galáxias posuem um buraco negro supermaciço como este, de um milhão de massas solares ou mais.

Porém, de acordo com os astrônomos da NASA, este buraco negro é fraca. Seu combustível vem de ventos de estrelas jovens, relativamente distantes do Sagitário A*, onde sua influência gravitacional é fraca, tornando-se difícil a captura.

A imagem foi feita ao se utilizar diferentes faixas de energia de Raios-X do observatório da NASA Chandra e utilizando códigos coloridos para representá-las. Os dados são de uma série de observações que totalizam um milhão de segundos, ou cerca de 11,5 dias.

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