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sábado, 7 de janeiro de 2012

Primeira erupção solar de 2012

No segundo dia do ano, a sonda Solar Dynamics Observatory, na NASA, flagrou a primeira erupção solar do ano. Veja as imagens no vídeo abaixo!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Oppy acha mineral que parece ter sido depositado por água

O jipe-robô Opportunity, "Oppy", usado pela NASA para explorar o solo marciano, encontrou uma trilha de um mineral que parece ter sido depositado por água.

A trilha na cratera Endeavour tem entre 1 e 2 cm de largura, por algo entre 40 e 50 cm de comprimento. A sonda aponta que o solo tem cálcio e enxofre, e os cientistas acreditam que o mineral seja gipsita, usada na produção de gesso.

Mineral, provavelmente gipsita, encontrado pelo Opportunity (Foto: NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU)

"Não é incomum na Terra, mas, em Marte, é o tipo de coisa que faz um geólogo levantar da cadeira", diz Steve Squyres, famoso pesquisador do projeto. "É a observação mais 'à prova de balas' que acho que já fizemos em toda essa missão", disse.

Eu juro que estava aqui!

Centenas de amostras da Lua e de meteoritos que a NASA empresta normalmente a pesquisadores desapareceram, revelou nesta quinta uma auditoria da agência.

Paul Martin, inspetor-geral da NASA, publicou um relatório detalhando a concessão de empréstimos aos pesquisadores que nunca utilizaram as amostras ou simplesmente perderam o controle de amostras raras que datam da primeira viagem dos Estados Unidos à Lua, em 1969.

Segundo o relatório, "517 materiais astronômicos emprestados se perderam ou foram roubados entre 1970 e junho de 2010".

Essas amostras incluem, entre outras, rochas e solo lunar, íons da camada externa do Sol, poeira de cometas e poeira cósmica da estratosfera terrestre.

"Estas amostras constituem um recurso raro e limitado e têm um papel importante na pesquisa e na educação", disse o informe.

Em março deste ano, a agência tinha mais de 26 mil amostras em empréstimo, de uma coleção de 140 mil peças da Lua, 18 mil amostras de meteoritos e 5 mil amostras de poeira cósmica e de cometas.

A NASA deve identificar melhor as peças de sua propriedade e elaborar um inventário anual para evitar estas perdas, recomendou o documento.

Dragon será primeira nave privada na ISS

A primeira acoplagem de uma nave espacial privada com a Estação Espacial Internacional já tem data marcada: 7 de fevereiro de 2012. A anúncio foi feito pela NASA nesta sexta.

A manobra pioneira será realizada pela nave Dragon, da empresa de exploração espacial privada Space Exploration Technologies (SpaceX).

A missão é considerada de testes Serão avaliados sistemas, engrenagens e, principalmente, o sistema de acoplagem da nave Dragon à ISS.

A NASA, porém, não deve esperar muito mais tempo para que as missões "de verdade" comecem a acontecer.

Concepção artística da Dragon se aproximando da ISS (Foto: SpaceX)

Sem naves tripuladas próprias desde a aposentadoria dos ônibus espaciais, os sobrinhos de Sam pagam para voar nas naves russas Soyuz. Cada viagem de ida e volta fica em torno de US$ 60 milhões.

A administração Obama resolveu que, até que a nova geração de naves da NASA fique pronta, o que só deve acontecer entre 2019 e 2020, o governo irá incentivar o desenvolvimento de naves por empresas privadas e depois pagará para usá-las.

Em dois anos, a NASA distribuiu algumas centenas de milhares de dólares para algumas empresas selecionadas, sendo a SpaceX uma das principais.

As empresas ficam responsáveis pelo transporte de cargas e astronautas à órbita baixa da Terra, i.e. Estação, mas para missões no "espaço profundo", como uma viagem a Marte, continuam sob responsabilidade direta da NASA.

Para grandes missões, como o uma eventual ida à Marte, a chamada exploração do espaço profundo, o trabalho ainda ficaria sob responsabilidade de naves da NASA.

Ilustração da Dragon acoplada à ISS (Foto: SpaceX)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Voyager 1 começa a sair do Sistema Solar

A sonda espacial Voyager 1, engenho humano se encontra mais distante da Terra no momento, entrou na fronteira de nosso Sistema Solar e pode chegar ao desconhecido espaço interestelar em questão de meses.

A Voyager 1 foi lançada pela NASA em setembro 1977 e agora está deixando a heliosfera, região aonde chegam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior.

Ilustração da sonda Voyager 1 (Foto: NASA)

A Voyager já percorreu quase 18 bilhões de quilômetros. Parece muito? A distância até a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri, é de quase 40 trilhões de quilômetros.

Segundo a NASA, poderia superar a barreira da heliosfera e a influência de seu campo magnético em "alguns poucos meses ou anos".

"Descobrimos que o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática. Pela primeira vez, até se movimenta para trás. Estamos viajando por um território completamente novo"", disse Rob Decker, um dos responsáveis pelos instrumentos de medição da sonda.

"Não deveríamos esperar muito para investigar como de verdade é o espaço entre as estrelas", indicou Ed Stone, cientista do projeto Voyager no Instituto Tecnológico de Pasadena, Califórnia.

A sonda Voyager 2, gêmea da Voyager 1, foi lançada em agosto de 1977 e atualmente está a 15 bilhões de quilômetros da Terra. Ambas as máquinas continuam com boas condições de conservação.

Desde meados de 2010, a sonda 1 detectou uma redução das partículas energéticas emitidas do Sol, que agora são duas vezes menos abundantes que nos cinco anos anteriores, enquanto detectou um fluxo 100 vezes maior de elétrons do espaço interestelar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Devolve!

Em 1971, Edgar Mitchell, durante a missão Apollo XIV, tornou-se foi o sexto astronauta a pisar na Lua. Em fevereiro deste ano, a NASA celebrou o 40° aniversário do lançamento da missão, que deixou na memória a imagem do primeiro astronauta da história a jogar golfe na superfície lunar.

Recentemente, Mitchell tentou vender num leilão uma câmera usada na missão. O equipamento era propriedade da NASA, de acordo com a instituição, que afirmou que ela nunca foi doada para Mitchell.

Câmera utilizada por Mitchell durante sua missão à Lua (Foto: AP)

"Todo o aparato usado durante as operações da NASA permanece como propriedade da NASA, a menos que explicitamente seja entregue a outra pessoa", afirma a agência no processo.

O advogado de Mitchell, Donald Jacobson, argumentou que a agência espacial deu a câmera a Mitchell como presente após quarenta anos da missão.

O equipamento, que seria leiloado pela casa Bonhams de Londres, foi avaliado entre US$ 60 mil e US$ 80 mil. A casa de leilões, no entanto, suspendeu a venda até a conclusão do processo.

Nesta sexta-feira, Mitchell fez um acordo com a Promotoria da Flórida.

Mitchell concordou em renunciar a qualquer reivindicação sobre o aparelho e o devolverá à NASA, que encaminhará o equipamento ao Museu Nacional do Ar e do Espaço, em Washington.

As duas partes pagarão as despesas legais para encerrar o processo, embora o acordo alcançado só será assinado por um juiz nos próximos dias.

Alan Shepard na Lua; imagem feita por Edgar Mitchell (Foto: NASA)

Mitchell se tornou famoso também no meio ufológico. Ele admitiu o acobertamento de avistamentos de estranhas naves durante as missões espaciais da NASA.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Olha a oportunidade!

A NASA vai abrir seleção para uma nova turma de astronautas! Os currículos serão recebidos já a partir de novembro e os testes vão até 2013. Em agosto daquele ano, os escolhidos vão começar o treinamento.

Interessado? Você precisa ter formação em engenharia, ciência ou matemática e três anos de experiência profissional relevante. Além disso, também é preciso ter cidadania estadunidense. Pois é… Para mim, não vai ser desta vez…

Normalmente, os selecionados têm grande qualificação em engenharia ou ciência, ou ainda grande experiência em pilotagem de jatos. Apesar de não haver um limite de idade, os astronautas têm em geral de 26 a 46 anos de idade, segundo a NASA.

Astronauta Alvin Andrew durante caminhada espacial (Foto: NASA)

"Esta próxima turma vai dar suporte a missões na estação [espacial] e vai chegar lá com os sistemas de transporte que estão em desenvolvimento agora. Vão ter também a oportunidade de participar de programas de exploração da NASA que vão incluir missões para além da órbita baixa da Terra", afirmou Janet Kavandi, diretora das operações de tripulação do Centro Espacial Johnson, em Houston. "Para cientistas, engenheiros e outros profissionais que sonharam em voar para o espaço, este é um momento emocionante para entrar e fazer parte do corpo de astronautas."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vai cair!

O satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite, Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera), da NASA, tem 10,7 m de comprimento e dez instrumentos para estudar a atmosfera terrestre e custou US$ 750 milhões. Foi lançado pelo ônibus espacial Discovery em 1991 e funcionou até 2005 fazendo pesquisas atmosféricas, como sobre a camada de ozônio.

Desde então, ele é apenas um entre vários satélites mortos e outros objetos que sujam a órbita do planeta.

O problema é que a NASA avisou o satélite de 5,9 toneladas vai cair na Terra entre quinta e sexta-feira. Segundo a agência, a chance de alguém ser atingido é muito pequena: cerca de 1 em 3.200.

Embora sempre exista a possibilidade de cair na cabeça de alguém, o maior risco mesmo, diz a NASA, é o de que o lixo se choque com satélites ou naves. Vagando pelo espaço, até um fragmento mínimo pode provocar um grande estrago ao colidir com uma nave ou um satélite. Com isso, serviços como GPS e transmissões de TV e internet seriam gravemente prejudicados.

A NASA, em comunicado, diz que "não há até o momento informes confirmados de lesões resultantes do reingresso de objetos espaciais".

A agência acredita que a maior parte do UARS será incinerada ao entrar na atmosfera, mas alguns pedaços devem cair na Terra, em locais "impossíveis de precisar" dentro de um raio de 800 km. Calcula-se que a massa do satélite a voltar à Terra seja de 532 kg.

Por meio de um comunicado, a NASA pede que as pessoas tomem cuidado caso encontrem algo que desconfiem ser parte do equipamento. "Se você encontrar algo que você acha que pode ser um pedaço do UARS, não toque nele. Entre em contato com um oficial local para assistência."

Concepção artística do UARS (Foto: EFE)

domingo, 10 de julho de 2011

Atlantis decola em última missão de ônibus espacial

Nesta sexta-feira, sob os olhos da imprensa mundial, o Atlantis partiu da Flórida rumo à Estação Espacial Internacional com quatro astronautas na última missão de um ônibus espacial.

Decolagem do Atlantis (Foto: AP)

A missão é levar o módulo Raffaello, com suprimentos e partes sobressalentes. O Atlantis entregará 3,7 toneladas de alimentos e equipamentos à Estação para permitir que ela sua tripulação permanente de seis pessoas fiquem abastecidos por um ano.

Também é transportada a Missão de Reabastecimento Robótico, um experimento programado para demonstrar e testar as ferramentas, tecnologias e técnicas necessárias para o reabastecimento dos satélites no espaço.

Na volta à Terra, a tripulação trará de volta uma bomba de amônia que não funcionou na Estação. Os engenheiros querem compreender por que ela falhou e melhorar o projeto para futuras viagens.

O pouso deve ocorrer dia 20.

Lançamento do Atlantis (Foto: Chip Smodevilla / Getty Images / France Presse)

Leia mais sobre a missão, a nave, a história do programa e as consequências da aposentadoria dos ônibus espaciais no post no BdA.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Aquarius/SAC-D entra em órbita

A NASA lançou com sucesso na manhã desta sexta-feira, dia 10, o Aquarius/SAC-D, que vai medir a salinidade dos oceanos da Terra. A missão visa entender melhor as correntes marítimas e melhorar a previsão do tempo.

O satélite foi lançado da base de Vandenberg, na Califórnia, por um foguete Delta 2. A ignição, às 11h30 de Brasília, ocorreu com um dia de atraso. O adiamento por 24 horas serviu para que os engenheiros pudessem rever os planos de voo.

O monitoramento dos níveis de sal nos oceanos será feito durante três anos. Os instrumentos do Aquarius, que custou US$ 400 milhões e cuja órbita está a 657 km da Terra, são tão sensíveis e precisos, que são capazes de detectar as menores mudanças mesmo a vários quilômetros abaixo do mar. A cada sete dias, o Aquarius traçará por completo um mapa dos oceanos, produzindo estimativas mensais que vão mostrar como os níveis de sal mudam com o tempo e a localização.

Lançamento do Aquarius em foguete Delta 2 na Califórnia (Foto: AP)

Lançamento do Aquarius/SAC-D (Vídeo: NASA)

A pesquisa é bancada por uma parceria internacional que envolve Estados Unidos, Brasil, Canadá, França e Itália, sendo a nave em si de fabricação argentina.

O satélite passou pelo Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, SP. Confira abaixo!

Aquarius no Labotarório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, SP (Vídeo: LIT/INPE)

Parabéns a todos do INPE envolvidos na missão!

 

Leia mais no post no BdA!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Maior explosão solar dos últimos cinco anos

As imagens abaixo foram feitas pela sonda Solar Dynamics Observatory (SDO), da NASA, e mostram a maior labareda solar do últimos cinco anos – ocorrida em 15 de fevereiro deste anos. Ela foi desencadeada pela interação de cinco manchas solares em rotação.

A labareda solar e, nos destaques, um quadro da atividade no local e das manchas solares (Foto: divulgação)

Daniel Brown, que apresentou os resultados no Reino Unido explica que "nas manchas solares, o campo magnético gerado pelo interior do Sol atravessa a superfície e chega à atmosfera". "Torcer o campo magnético do Sol é como torcer um elástico. Energia vai se acumulando no elástico, mas se a torção for excessiva, ele se quebra, liberando essa energia".

Da mesma forma, as manchas solares rotativas acumulam energia no campo magnético solar. Mas se elas giram demais, o campo se quebra, liberando a energia sob a forma de luz e calor.

Acompanhando cinco dias de observações realizadas pela SDO, Brown descobriu que a região ativa que havia explodido continha cinco manchas solares de origem recente.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Hubble bubble

Hoje, a NASA divulgou uma imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble mostrando uma "bolha" de gás remanescente da explosão de uma estrela de grande massa – uma supernova.

SNR 0509 fotografada pelo Hubble (Foto: Hubble / NASA/ESA)

SNR 0509 está á 160 mil anos-luz, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea. A "bolha" tem 18 anos-luz de diâmetro e se expande a 11 milhões de km por hora.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Voyager 1 no limite do Sistema Solar

A sonda espacial Voyager 1, lançada em 05/09/1977, está perto da fronteira do Sistema Solar. A 17,4 bilhões de quilômetros de casa, a sonda é o objeto feito pelo homem mais distante da Terra e identificou uma mudança na direção do vento solar à sua volta: ao invés de estar indo para fora, ele está se movendo lateralmente.
Ao se encontrar com o vento interestelar, o vento solar (partículas carregadas emitidas pelo Sol) muda de direção e aponta para a cauda da heliosfera ("bolha" de partículas com forma de cometa que envolve o Sistema Solar). Essa fronteira é o fim "oficial" do Sistema Solar.
Abastecida por sua fonte radioativa de energia, os instrumentos da sonda continuam funcionando bem e enviando informações. Um sinal de rádio leva cerca de 16 horas para viajar da Voyager para a Terra.
As últimas descobertas vêm do detector de partículas de baixa energia, que monitora a velocidade dos ventos solares – que chegou a zero.
Os primeiros sinais de que a Voyager havia encontrado algo novo apareceram em junho. Vários meses de coleta de novos dados foram necessários para confirmar a observação.
A Voyager 1 está a uma velocidade 17km/s.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cassini descobre atmosfera em Reia

A sonda Cassini, em órbita de Saturno desde 2004, de oxigênio e dióxido de carbono na atmosfera de Reia, a segunda maior lua de Saturno. Em março a sonda passou a 97 km da superfície de Reia em consegui coletar moléculas da atmosfera e confirmar a existência da camada de gases. Pesquisadores de Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha dizem que a presença de oxigênio na atmosfera do local é consistente com imagens feitas por equipamentos como o  Hubble.

A quantidade de oxigênio presente em Reia é muito inferior à que existe na Terra.  A atmosfera detectada pela Cassini é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores. A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos.

Reia tem apenas 1.500 km de diâmetro e está sempre coberta por uma fina camada de gelo. A estimativa é de que a temperatura no local seja de -180ºC. A atmosfera do satélite, que tem 70% de O2 e 30% de CO2, tem apenas 100 km – é tão fina que se estivesse submetida à temperatura e à pressão da Terra, caberia bem em um prédio de tamanho médio.

A descoberta vai ajudar os cientistas a entender onde mais no Universo pode haver oxigênio e a planejar futuras missões no espaço, inclusive com humanos.

"Cassini descobre oxigênio em atmosfera de Reia", BdA, 29/11/2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Doug Wheelock fotografa noite terrestre

Douglas Wheelock, astronauta da NASA no comando da Estação Espacial Internacional, tem compartilhado pelo seu Twitter (@Astro_Wheels) fantásticas imagens da noite na Terra. A fotografia a seguir mostra a aurora boreal, Londres e Paris. "Aurora Borealis à distância nesta bela noite sobre a Europa", escreveu Wheelock.

Fotografia a partir da ISS mostrando a Europa e auroras à noite (Foto: Douglas Wheelock)

Ele também tirou esta fotografia, que mostra claramente a Flórida numa noite clara e calma. "A península da Flórida e sudoeste dos E.U.A. no tipo de noite do qual mais sinto falta no nosso planeta", escreveu. "Uma clara noite de outono com luar sobre a água e o céu preenchido com um bilhão de estrelas."

Florida à noite, fotografada da ISS (Foto: Douglas Wheelock)

Na próxima foto, o Rio Nilo e seu delta, parecem uma flor se curvando na brisa calma. "Uma vista noturna do Rio Nilo serpenteando pelo deserto egípcio em direção ao Mar Mediterrâneo e Cairo no delta do rio."

Nilo fotografado da ISS (Foto: Douglas Wheelock)

Esta última foto mostra as bordas orientais do Mar Mediterrâneo. "Terras antigas com milhares de anos de história se estendendo de Atenas, Grécia, por todo o caminho em volta do Med[iterrâneo] até Cairo, Egito."

A porção leste da região do Mediterrâneo, visto da ISS (Foto; Douglas Wheelock)

Wheelock chegou à Estação em junho e deve voltar á Terra em 25 de novembro. Pelos tweets dele, fica claro que ele a vista vai fazer falta. "Vou sentir falta de nosso mundo maravilhoso."

"Astronauta na ISS fotografa noite terrestre", BdA, 19/11/2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

1112

A NASA divulgou ontem a imagem de uma supermancha solar batizada de 1112 lançando labaredas. Até agora, nenhuma das explosões produziu uma ejeção de massa coronal em direção à Terra, mas um grande filamento magnético – maior do que a distância entre a Terra e a Lua – está cortando o hemisfério sul solar.

Imagem da sonda SDO divulgada nesta quinta-feira (21/10/2010) (Foto: NASA)

É possível identificar um ponto brilhante um pouco acima do filamento – a radiação ultravioleta da supermancha solar. Se ocorresse uma explosão, toda a estrutura entraria em erupção. A proximidade não é uma coincidência: o filamento parece estar encravado na mancha solar abaixo.

Supermancha solar 1112 em imagem do SDO (Foto: NASA)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Rea e Dione

Em junho de 2008 a sonda Cassini, pelas bandas de Saturno, tirou a fotografia abaixo. A imagem mostra Rea e Dione, luas do planeta dos anéis. Dione (no topo), com 1.120 km de diâmetro (32% o da Lua), passou 500 mil km na frente de Rea, 1.530 km de diâmetro. A reflexividade parecida das duas e uma grande cratera perto do polo sul de Dione criaram uma curiosa ilusão de ótica, fazendo parecer que as duas são um único corpo.Reflexividade parecida e cratera em Dione cria cusioso efeito em alinhamento com Rea (Foto: NASA/JPL/Space Science Institute)

domingo, 26 de setembro de 2010

Auroras IV de Saturno

Na Terra, auroras surgem quando partículas carregadas do vento solar são levadas pelas linhas do campo magnético aos pólos e atravessam a atmosfera superior. Em Saturno, também há auroras. Por lá, parece que uma mistura complexa de outros fenômenos contribui. Quando as partículas carregadas atingem a atmosfera superior de Saturno, ionizam átomos de hidrogênio e produzem radiação infravermelha, enquanto processos relacionados causam auroras em ondas de rádio e ultravioleta.

A imagem abaixo, em cores falsas, é uma combinação de 65 observações feitas pelo Espectrômetro de Mapeamento Visual e Infravermelho da sonda Cassini em 2008. A aurora, em verde, está no IV próximo em comprimentos de onda de três a quatro mícrons. O azul representa luz solar refletida, dois mícrons, e o vermelho, emissões térmicas, cinco mícrons.

Imagem em cores falsas feita pela Cassini mostra auroras IV de Saturno (Foto: NASA/JPL/University of Arizona/University of Leicester)

domingo, 22 de agosto de 2010

Qual é a música?

Nesta sexta-feira, começou um concurso da NASA para escolher as músicas que será usadas para acordar os astronautas nas duas últimas missões dos ônibus espaciais.

De costume, quem escolhe as músicas são amigos e parentes dos tripulantes.

A NASA fez um site onde se pode votar em uma lista com 40 músicas ou enviar uma própria.

As duas músicas mais votadas serão tocadas no último dia da missão STS-133, do Discovery, e STS-134, da Endeavour, que encerrarão a era dos ônibus espaciais.

"Estamos ansiosos para ouvir a música que o público vai escolher", disse Steve Lindsey, comandante da STS-133. "Vai ser uma decisão difícil", acrescentou.

O comandante da última missão do Endeavour, Mark Kelley, também disse que ele e sua tripulação desejam saber qual será a canção eleita.

A missão do Discovery está prevista para 1º de novembro e a do Endeavour para 26 de fevereiro de 2011.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aqua registra incêndios perto do Rio Madeira

Uma foto do espectro-radiômetro de resolução moderada (MODIS) do satélite Aqua, da NASA, mostrou incêndios do dia 07/08/2010 perto do Rio Madeira e da capital rondonense Porto Velho.Imagem de satélite mostra incêndios perto do Rio Madeira (Foto: Aqua/NASA)

Na imagem, os pontos vermelhos indicam temperaturas associadas a focos de incêndio as manchas em cinza, à fumaça liberada pela maioria dos pontos.

À primeira vista, a localização dos incêndios pode parecer aleatória, mas uma olhada mais de perto sugere que os fogos acontecem perto de áreas desmatadas, principalmente de estradas (road), linhas retas, finas e avermelhadas, que surgem a partir do Rio Madeira no topo da imagem.

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