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sábado, 27 de agosto de 2011

'Palavra': Die Glocke

Depois de um bom tempo sem postar, coloquei no BdA uma "Palavra do Editor" sobre um dispositivo que considero como sendo um dos mais incríveis – e bizarros – já construídos.

Sabe-se que os nazistas tentaram construir aeronaves em formato de disco. O objeto em questão, à primeira vista, pode parecer o projeto de uma aeronave não tripulada. Mas não se engane.

O Sino (em alemão, Die Glocke) está na lista de superarmas de Hitler (Wunderwaffe). Seu projeto era tão secreto, que até hoje não ficou claro se Hitler tinha conhecimento dele ou não.

O objeto é descrito como tendo a forma de um sino – daí seu nome –, feito de um metal duro e pesado, com 2,75 m de diâmetro e de 3,65 a 4,6 m de altura. O Sino conteria dois cilindros que giravam ao contrário um do outro e estariam cheios de uma substância parecida com mercúrio de cor violeta. O líquido metálico era chamado de Xerum 525 e era cuidadosamente armazenado em uma "garrafa térmica" fina com um metro de altura forrada com 3 cm de chumbo. Outras substâncias seriam empregadas nos experimentos e eram chamadas de "metais leves" (Leichtmetall), como peróxidos de tório e berílio.

Quando era operado, era acionado por apenas um ou dois minutos por consumir muita energia e pelos efeitos eletromagnéticos e radioativos. Vários cientistas morreram em sua primeira operação. Em testes subsequentes, plantas e animais como ratos foram expostos ao Sino e se decompuseram em forma de uma gosma escura sem apresentar a putrefação normal em questão de minutos ou horas após a exposição.

Durante os testes, o Sino emitia um brilho azul e o pessoal era mantido de a 150 ou 200 metros do Sino, protegidos por toneladas de rochas. Os técnicos mais próximos disseram sentir um gosto metálico na boca enquanto o aparelho estava ligado. A câmara na qual o dispositivo era testado era revestida com blocos de cerâmica e camadas de borracha. A borracha era retirada e queimada após cada teste e a câmara era lavada com salmoura por prisioneiros de campos de concentração próximos.

Não preciso dizer que é necessário um estômago um pouco forte para conhecer a história. E vou avisando: se você quer saber qual era a função do Sino, também é preciso mente aberta!

Clique na imagem abaixo e confira o post no BdA!

sábado, 29 de maio de 2010

Oceano de Europa tem bastante oxigênio

Europa, uma lua de Júpiter com 3.138 km de diâmetro, tem um oceano com cerca de 160 km de profundidade. Pelo que sabemos a partir da Terra, onde há água, pode haver vida…

Europa, fotografada pela sonda Galileu (Foto: NASA)

Uma nova pesquisa mostrou que a quantidade de oxigênio presente no oceano subterrâneo de Europa, lua de Júpiter, pode suportar milhões de toneladas de peixes.

Segundo Richard Greenberg, da Universidade do Arizona, as análises indicam que o oceano de Europa realmente deve ter mais oxigênio do que os oceanos da Terra. "Fiquei surpreso com a quantidade de oxigênio que pode ter lá", diz ele.

A preocupação é que esse oxigênio todo possa fazer mais mal do que bem. A fantástica reatividade desse elemento químico poderia, em princípio, interromper os processos químicos que dão origem à vida.

Na Terra, a vida teve mais de um bilhão de anos para evoluir antes que o oxigênio se tornasse abundante no ar. Todo esse tempo deu aos organismos a chance de desenvolverem mecanismos genéticos e estruturas físicas que lhes permitiram usar o oxigênio, em vez de serem destruídos por ele, como corre o risco de acontecer com as prováveis vidas existentes em Europa, descoberta em 1610 por Galileu Galilei.

"Análises feitas por telescópios na Terra ou em órbita podem dizer quais as substâncias estão misturadas ao gelo.", diz Greenberg.

Sua longa pesquisa faz parte da edição mais recente da revista científica Astrobiology.

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