terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fotógrafo islandês registra intensificação de aurora

As auroras são causadas pelos ventos solares, que carregam um fluxo contínuo de partículas elétricas liberadas pelas explosões que ocorrem na superfície do Sol. Quando estas partículas atingem os campos magnéticos da Terra algumas ficam retidas provocando a luminosidade intensa pela liberação de energia ocorrida com a colisão destas partículas com as moléculas e átomos presentes na atmosfera.

A aurora boreal, do hemisfério norte, está se intensificando desde 2007 e deve atingir o ápice de luminosidade em 2012.

O fotógrafo islandês Orvar Thorgiersson, está registrando a evolução do fenômeno. "Agora há dias em que as luzes são tão claras que você pode ler um livro à noite. Elas são mais claras que a lua", diz.

O último máximo de atividade solar ocorreu em 2000. Segundo a NASA, o próximo, que ocorrerá em 2012, deve ser o maior desde 1958, quando a aurora boreal surpreendeu os habitantes do México com três ocorrências.

Em 2012, espera-se que as luzes da aurora possam ser vistas até a latitude de Roma. No entanto, caso seja de fato tão intenso, o fenômeno poderá causar problemas a telefones celulares e sistemas de GPS pela liberação de energia num grau mais elevado.

Voyager 1 no limite do Sistema Solar

A sonda espacial Voyager 1, lançada em 05/09/1977, está perto da fronteira do Sistema Solar. A 17,4 bilhões de quilômetros de casa, a sonda é o objeto feito pelo homem mais distante da Terra e identificou uma mudança na direção do vento solar à sua volta: ao invés de estar indo para fora, ele está se movendo lateralmente.
Ao se encontrar com o vento interestelar, o vento solar (partículas carregadas emitidas pelo Sol) muda de direção e aponta para a cauda da heliosfera ("bolha" de partículas com forma de cometa que envolve o Sistema Solar). Essa fronteira é o fim "oficial" do Sistema Solar.
Abastecida por sua fonte radioativa de energia, os instrumentos da sonda continuam funcionando bem e enviando informações. Um sinal de rádio leva cerca de 16 horas para viajar da Voyager para a Terra.
As últimas descobertas vêm do detector de partículas de baixa energia, que monitora a velocidade dos ventos solares – que chegou a zero.
Os primeiros sinais de que a Voyager havia encontrado algo novo apareceram em junho. Vários meses de coleta de novos dados foram necessários para confirmar a observação.
A Voyager 1 está a uma velocidade 17km/s.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Assange: WikiLeaks vai vazar documentos sobre OVNIs

Recentemente, o australiano Julian Assange ganhou notoriedade por publicar documentos secretos no site WikiLeaks. Ontem, o jornal britânico The Guardian realizou uma conversa virtual entre Assange e internautas.

O internauta "achanth" perguntou: "Senhor Assange, alguma vez já foram encaminhados para o senhor documentos que tratassem do tema UFO ou extraterrestre?".

A resposta: "Muitos nos mandam e-mails sobre isso ou sobre como descobriram que eram o anti-cristo enquanto conversavam com sua ex-mulher em uma festa no jardim sobre um vaso de plantas. Contudo, não satisfazem duas de nossas condições de publicação: 1) o documento não pode ter sido escrito por ele próprio; 2) devem ser originais".

"Contudo, vale destacar que nas partes do 'cablegate' que ainda não foram publicadas há, sim, referências a OVNIs", acrescentou, mencionando o conjunto de mais de 250 mil documentos que o WikiLeaks começou a publicar em 28 de novembro.

Na mesma entrevista, Assange assegurou que, mesmo que ele venha a sofrer algum tipo de violência, há mecanismos que garantem a sobrevivência do material do qual ele dispõe. "O arquivo do Cable Gate foi espalhado, junto com material significante dos EUA e de outros países, para mais de 100 mil pessoas, de forma encriptada. Se alguma coisa acontecer conosco, as partes fundamentais serão publicadas automaticamente."

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Charges.com.br: Toby entrevista ET Bilu

Em 12/11/2010, Maurício Ricardo publicou no site Charges.com.br uma conversa entre o entrevistador Toby e o ET Bilu. Confira!

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CQC: Gentili no encalço do ET Bilu

Após aparecer na reportagem do "Domingo Espetacular", da Rede Record, sobre o Projeto Portal, o ET Bilu foi aparecer no quadro "Top Five", do "CQC", da Band, de 18/10/2010.

Em 08/11/2010, o "CQC" exibiu uma matéria em que Danilo Gentili apresenta o Projeto e mostra uma casa de Zigurats e o Centro Tecnológico. Repare quando é mostrada uma tela com a posição de vários satélites: a imagem não é de rastreamento real e sim de um software de simulação chamado Orbitron. Depois, Gentili vai ao encontro do ET Bilu - que faz uma participação ao vivo no programa.

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Para mim, Bilu se parecia com um homem de barba, sendo possível perceber bem seu cabelo. Em alguns momentos, ele parecia usar óculos. Também foi possível perceber um relógio. Li um comentário de que ele parecia "um homem com uma camisa de abotoar semelhante a do tal Urandir levantando o que parece ser um papelão".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Faixas sumidas de Júpiter estão voltando

"Tempestade" no cinturão equatorial de Júpiter; no detalhe, a listra que está ficando escura novamente (Foto: JPL/NASA, Universidade de Oxford, Berkeley, Observatório Gemini)Uma das características listras marrom-escuras de Júpiter que astrônomos amadores notaram ter ficado branca parece que estar recuperando sua cor original.

Nesta quinta, astrônomos anunciaram ter observado as primeiras imagens do reaparecimento da listra sumida.

Conhecida como Cinturão Equatorial Sul (SEB), a listra fica na parte ao sul da linha do equador do planeta e pode ser vista por telescópios amadores. Geralmente, é marrom, mas no último outono, ela sumiu – para alguns, ficou branca.

Essa mancha fez com que astrônomos amadores e profissionais de todo o mundo apontassem seus telescópios para Júpiter.

Depois de várias observações com os três telescópios no Havaí, cientistas agora dizem que a listra está reaparecendo aos poucos.

A foto ao lado foi tirada em 18 de novembro pelo telescópio Gemini North. Ela combina imagens em azul, vermelho e amarelo em uma composição de cores falsas, que mostra claramente a "tempestade" no SEB. E a listra, que está branca desde o outono, agora parece estar se tornando escura de novo.

Cassini descobre atmosfera em Reia

A sonda Cassini, em órbita de Saturno desde 2004, de oxigênio e dióxido de carbono na atmosfera de Reia, a segunda maior lua de Saturno. Em março a sonda passou a 97 km da superfície de Reia em consegui coletar moléculas da atmosfera e confirmar a existência da camada de gases. Pesquisadores de Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha dizem que a presença de oxigênio na atmosfera do local é consistente com imagens feitas por equipamentos como o  Hubble.

A quantidade de oxigênio presente em Reia é muito inferior à que existe na Terra.  A atmosfera detectada pela Cassini é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores. A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos.

Reia tem apenas 1.500 km de diâmetro e está sempre coberta por uma fina camada de gelo. A estimativa é de que a temperatura no local seja de -180ºC. A atmosfera do satélite, que tem 70% de O2 e 30% de CO2, tem apenas 100 km – é tão fina que se estivesse submetida à temperatura e à pressão da Terra, caberia bem em um prédio de tamanho médio.

A descoberta vai ajudar os cientistas a entender onde mais no Universo pode haver oxigênio e a planejar futuras missões no espaço, inclusive com humanos.

"Cassini descobre oxigênio em atmosfera de Reia", BdA, 29/11/2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Doug Wheelock fotografa noite terrestre

Douglas Wheelock, astronauta da NASA no comando da Estação Espacial Internacional, tem compartilhado pelo seu Twitter (@Astro_Wheels) fantásticas imagens da noite na Terra. A fotografia a seguir mostra a aurora boreal, Londres e Paris. "Aurora Borealis à distância nesta bela noite sobre a Europa", escreveu Wheelock.

Fotografia a partir da ISS mostrando a Europa e auroras à noite (Foto: Douglas Wheelock)

Ele também tirou esta fotografia, que mostra claramente a Flórida numa noite clara e calma. "A península da Flórida e sudoeste dos E.U.A. no tipo de noite do qual mais sinto falta no nosso planeta", escreveu. "Uma clara noite de outono com luar sobre a água e o céu preenchido com um bilhão de estrelas."

Florida à noite, fotografada da ISS (Foto: Douglas Wheelock)

Na próxima foto, o Rio Nilo e seu delta, parecem uma flor se curvando na brisa calma. "Uma vista noturna do Rio Nilo serpenteando pelo deserto egípcio em direção ao Mar Mediterrâneo e Cairo no delta do rio."

Nilo fotografado da ISS (Foto: Douglas Wheelock)

Esta última foto mostra as bordas orientais do Mar Mediterrâneo. "Terras antigas com milhares de anos de história se estendendo de Atenas, Grécia, por todo o caminho em volta do Med[iterrâneo] até Cairo, Egito."

A porção leste da região do Mediterrâneo, visto da ISS (Foto; Douglas Wheelock)

Wheelock chegou à Estação em junho e deve voltar á Terra em 25 de novembro. Pelos tweets dele, fica claro que ele a vista vai fazer falta. "Vou sentir falta de nosso mundo maravilhoso."

"Astronauta na ISS fotografa noite terrestre", BdA, 19/11/2010

Deep Impact atravessa nuvem de gelo e CO2 do cometa Hartley 2

A sonda Deep Impact – cumprindo a missão EPOXI –, da NASA, ficou no meio de uma tempestade de gelo num de seus últimos voos, quando estava próxima ao cometa Hartley 2. A nave chegou a 700 quilômetros do cometa em 4 de novembro. Câmeras na sonda registraram imagens da tempestade. Elas mostram uma espécie de névoa branca cercando o cometa, que tem cerca de 800 metros de comprimento.

A tempestade foi causada por jatos de dióxido de carbono lançados do interior do cometa. Conforme era expelido, o gás levava consigo toneladas de gelo. Alguns fragmentos eram do tamanho de bolas de basquete. Os pesquisadores da NASA disseram que esse tipo de tempestade contraria o que se pensava sobre o comportamento dos cometas.

Imagem ampliada feita pela sonda mostra partículas de gelo do cometa (Foto: NASA/JPL-Caltech, UMD)

"Quando vimos isso pela primeira vez, nossas bocas simplesmente se abriram", diz Peter Schultz, da Brown University, cientista da equipe da missão de sobrevoo. "Para mim, esta coisa toda se parece com um globo de neve que você chacoalhou."

 

"Deep Impact atravessa nevasca do cometa Hartley 2", BdA, 19/11/2010

Tempestades solares ameaçam redes elétricas e de comunicação

Os distúrbios magnéticos originados no Sol podem afetar não só satélites em alta altitude, mas também redes elétricas no solo, oleodutos e redes de comunicação. Quando o campo magnético terrestre sofre grandes perturbações, produz correntes na superfície da Terra

Sol (Foto via arquivo do editor)

A tempestade solar mais forte registrada ocorreu em 1859. Foi considerada moderada porque a civilização não dependia tanto de tecnologia. Se ela tivesse ocorrido nos dias de hoje, os prejuízos seriam significativos. Em 13 de março de 1989, uma tempestade magnética devida a um fluxo de partículas solares eletricamente carregadas havia provocado pane na rede Hydro-Quebec, deixando 6 milhões de canadenses sem eletricidade por 9 horas.

Uma grave tempestade solar poderia causar vinte vezes mais prejuízos econômicos aos Estados Unidos do que o furacão Katrina, de 2005, advertiu a Academia estadunidense de Ciências em 2008. O custo poderia chegar a US$ 2 bi de dólares num primeiro ano de ocorrência de uma tal catástrofe. O relatório destaca a vulnerabilidade de setores como as redes elétricas, localização GPS, transportes aéreos, transações financeiras, comunicações radiofônicas.

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