sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Devolve!

Em 1971, Edgar Mitchell, durante a missão Apollo XIV, tornou-se foi o sexto astronauta a pisar na Lua. Em fevereiro deste ano, a NASA celebrou o 40° aniversário do lançamento da missão, que deixou na memória a imagem do primeiro astronauta da história a jogar golfe na superfície lunar.

Recentemente, Mitchell tentou vender num leilão uma câmera usada na missão. O equipamento era propriedade da NASA, de acordo com a instituição, que afirmou que ela nunca foi doada para Mitchell.

Câmera utilizada por Mitchell durante sua missão à Lua (Foto: AP)

"Todo o aparato usado durante as operações da NASA permanece como propriedade da NASA, a menos que explicitamente seja entregue a outra pessoa", afirma a agência no processo.

O advogado de Mitchell, Donald Jacobson, argumentou que a agência espacial deu a câmera a Mitchell como presente após quarenta anos da missão.

O equipamento, que seria leiloado pela casa Bonhams de Londres, foi avaliado entre US$ 60 mil e US$ 80 mil. A casa de leilões, no entanto, suspendeu a venda até a conclusão do processo.

Nesta sexta-feira, Mitchell fez um acordo com a Promotoria da Flórida.

Mitchell concordou em renunciar a qualquer reivindicação sobre o aparelho e o devolverá à NASA, que encaminhará o equipamento ao Museu Nacional do Ar e do Espaço, em Washington.

As duas partes pagarão as despesas legais para encerrar o processo, embora o acordo alcançado só será assinado por um juiz nos próximos dias.

Alan Shepard na Lua; imagem feita por Edgar Mitchell (Foto: NASA)

Mitchell se tornou famoso também no meio ufológico. Ele admitiu o acobertamento de avistamentos de estranhas naves durante as missões espaciais da NASA.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

YouTube SpaceLab

Nesta segunda-feira, o YouTube lançou, em parceria com a gigante chinesa de computadores Lenovo e as agências espaciais estadunidense (NASA), europeia (ESA) e japonesa (JAXA) a promoção "YouTube SpaceLab".

Adolescentes de 14 a 18 anos podem enviar experiências que poderão ser feitas na Estação Espacial Internacional (ISS) e que serão exibidas ao público no YouTube.

Detalhe: na sexta-feira – apenas três dias antes – fiz 19 anos, ficando impossibilitado de participar do concurso…

Smiley chorandoSmiley chorandoSmiley chorando

Vídeo da promoção YouTube SpaceLab

Para participar, os estudantes devem pensar em experimentos interessantes para por em prática na microgravidade. Em seguida, um júri, que inclui o físico Stephen Hawking, irá selecionar os mais interessantes para serem executados.

"Selecionaremos os dois melhores experimentos, os colocaremos em um foguete e enviaremos à Estação Espacial", disse Zahaan Bharmal, diretor de marketing. "Esperamos que a difusão em tempo real no YouTube seja a maior e mais interessante aula do mundo", continuou.

Os projetos deverão ser inscritos nas categorias de física ou biologia e o prazo para apresentação de ideias termina em 7 de dezembro.

Os vencedores serão anunciados em março em Washington, enviadas ao espaço em 2012 a bordo de um foguete japonês guiado por computadores Lenovo e exibidas ao vivo no YouTube com o apoio da NASA.

Os estudantes cujas ideias forem selecionadas terão que escolher como prêmio assistir ao lançamento do foguete ou visitar o centro de treinamento de cosmonautas, na Rússia.

Os seis ganhadores regionais poderão experimentar voos em gravidade zero, conhecidos como "cometas do vômito" por causa das sensações que provocam.

O canal "SpaceLab" poderá se tornar uma plataforma online permanente para divulgar conteúdo relacionado com a ciência.

Se você tem de 14 a 18 anos, o encorajo a participar! Infelizmente, eu não posso concorrer… E olha que eu tenho umas ideias boas! Fazer o quê? Fica para a próxima!

 

 

 

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Pico no asteroide Vesta tem 22 km

Você já praticou alpinismo? Não? Nem escalada? Goiabeira da casa dos avós* não conta.

Enfim… Nesta segunda feira, a NASA divulgou uma fotografia do polo sul do asteroide Vesta – o segundo maior do Sistema Solar, entre Marte e Júpiter – feita pela sonda Dawn.

Polo sul do asterie Vesta em fotografia da sonda Dawn; no centro; pico com 22km de altura (Foto: NASA)

No centro da foto, vemos um pico com 22 km de altura! Isso mesmo: 22km!

Para comparação, o Monte Everest (sonho de todo alpinista), no Tibete, tem 8,848 km. A escarpa no asteroide Vesta é apenas 4 km menor que o Monte Olimpo, o maior vulcão do Sistema Solar, em Marte.

Cientistas acreditam que a elevação tenha se originado através de deslizamentos.

A missão da Dawn no asteroide deve durar um ano. Depois, ela parte para o planeta-anão Ceres.

*Referência de infância.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Olha a oportunidade!

A NASA vai abrir seleção para uma nova turma de astronautas! Os currículos serão recebidos já a partir de novembro e os testes vão até 2013. Em agosto daquele ano, os escolhidos vão começar o treinamento.

Interessado? Você precisa ter formação em engenharia, ciência ou matemática e três anos de experiência profissional relevante. Além disso, também é preciso ter cidadania estadunidense. Pois é… Para mim, não vai ser desta vez…

Normalmente, os selecionados têm grande qualificação em engenharia ou ciência, ou ainda grande experiência em pilotagem de jatos. Apesar de não haver um limite de idade, os astronautas têm em geral de 26 a 46 anos de idade, segundo a NASA.

Astronauta Alvin Andrew durante caminhada espacial (Foto: NASA)

"Esta próxima turma vai dar suporte a missões na estação [espacial] e vai chegar lá com os sistemas de transporte que estão em desenvolvimento agora. Vão ter também a oportunidade de participar de programas de exploração da NASA que vão incluir missões para além da órbita baixa da Terra", afirmou Janet Kavandi, diretora das operações de tripulação do Centro Espacial Johnson, em Houston. "Para cientistas, engenheiros e outros profissionais que sonharam em voar para o espaço, este é um momento emocionante para entrar e fazer parte do corpo de astronautas."

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Blog 'Hangar do Falcon'

Você é interessado por aviação? Então você deveria conhecer o blog "Hangar do Falcon"!

"Hangar do Falcon", "Para quem vive a aviação"

O blog é mantido pelo meu amigo Alan Ferreira, 17, colega da Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas (EMCA). (Na verdade, nos conhecemos há mais de 10 anos!)

Apesar de ser voltado para a aviação como um todo, o blog dá uma atenção especial para as atividades da EMCA, a começar pelo título. "Hangar do Falcon" "faz referência à nossa gloriosa e querida Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas." A escola possui, em seu hangar, uma aeronave Falcon 10, de fabricação francesa. O avião é chamado de "Globeleza", por ter feito o transporte da Globeleza nos anos 80.

Conheça o "maravilhoso mundo da aviação" pelos olhos de quem está o descobrindo.

http://hangardofalcon.blogspot.com

"Vida longa à EMCA!"

domingo, 25 de setembro de 2011

Yeah-yeah! Pegadinha!

O pessoal do Just For Laughs Gags aprontou a queda do satélite UARS, da NASA, para aprontar mais uma.

Enquanto você anda pela rua, uma pessoa de muletas derruba alguns livros e você vai ajudar. Quando olha para o outro lado, um satélite atingiu um carro! Subitamente, homens de terno colocam o satélite numa van preta e vão embora. Como explicar isso à dona do carro?

Nota: Infelizmente, fica visível que as pessoas não sabem o tipo de dano que um satélite de tal tamanho causaria se atingisse um carro, um edifício ou mesmo uma pessoa.

Léo Lins investiga ETs no 'Agora é Tarde'

Abaixo está a divertida "reportagem" exibida no programa "Agora é Tarde", da Band, em 18 de agosto deste ano. O "objetivo" de Léo Lins foi entender a Ufologia e responder à pergunta: estamos sozinhos no Universo?

O player não funciona?

Tudo o que sobe…

A NASA confirmou neste sábado (24/09/2011) que o Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior (UARS) se desfragmentou na atmosfera, com parte dos destroços caindo em solo terrestre durante o início da madrugada.

Segundo a agência, restos do satélite atingiram a superfície da Terra entre 0h23 e 2h09 de Brasília. "O satélite estava passando sobre Canadá e África, assim como sobre vastas zonas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico", explicou a agência, que ainda não consegue dizer os locais exatos onde as peças do UARS aterrissaram. Segundo a agência no momento em que entrou na atmosfera, o UARS estava no norte no Pacífico

Relatos no Twitter diziam que fragmentos do equipamento poderiam ter caído na região de Okotoks, uma cidade ao sul de Calgary, no oeste do Canadá. A NASA não confirma esta informação, destacando apenas que pedaços encontrados do satélite são de propriedade norte-americana e devem ser devolvidos à agência.

A NASA também afirmou não ter registros de danos ou vítimas causadas pela queda do UARS.

O órgão acredita que fragmentos possam ser encontrados em outros lugares, como na África ou na Austrália. Anteriormente, a NASA vinha informando que os restos do satélite deveriam se espalhar por uma área de 800 km e que não haveria riscos para a população.

A probabilidade de algum dos restos do UARS atingir uma pessoa era de uma em 3.200, segundo a NASA.

UARS (Foto: NASA)

O satélite voava sobre boa parte do planeta, entre 57°N e 57°S. Com 5,675 toneladas, 10,6 m de comprimento e 4,5 m de diâmetro, o tamanho de um ônibus, o aparelho foi lançado pela há 20 anos pelo ônibus espacial Discovery. Desativado em 2005, o equipamento foi se aproximando da Terra por conta da ação solar e da gravidade do planeta. A NASA esperava que o satélite se fragmentasse em 26 pedaços, com pesos variando entre 1 kg e 158 kg.

O UARS é o maior satélite da NASA a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979.

Segundo Jonathan McDowell, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, pedaços de foguetes e satélites voltam à Terra todos os anos, sem nenhum dano. Ele lembrou que só este ano dois grandes pedaços de foguetes russos já caíram na Terra, sem grandes repercussões.

Mesmo a antiga estação russa Mir caiu no Pacífico com segurança, em 2001. Mas sua predecessora, a Salyut 7, caiu sem controle em 1991. O último retorno de satélite sem nenhum tipo de manobra da NASA foi em 2002.

Mais rápido que a luz

Num experimento realizado por cientistas europeus, neutrinos foram lançados 15 mil vezes por três anos da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN), na fronteira entre a Suíça e a França, ao Laboratório Nacional Gran Sasso, no sul de Roma, Itália, percorrendo uma distância de 732 km por baixo da terra.

Segundo a equipe do físico Antonio Ereditato, da Universidade de Berna, na Suíça, as partículas concluíram sua jornada 60 bilionésimos de segundo antes do que deveriam se tivessem viajado à velocidade da luz – as partículas viajaram a 300.006 km/s. "Ficamos chocados", disse Ereditato à revista Nature.

O anúncio foi feito esta quinta-feira (22/09/2011) por físicos do Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS) e o experimento, OPERA, não está relacionado ao Grande Colisor de Hádrons (LHC).

Se o experimento estiver certo, cai por terra uma das ideias fundamentais do físico alemão Albert Einstein (1879-1955), responsável por consolidar a ideia de que nada no Cosmos seria capaz de viajar mais rápido do que a luz. Einstein demonstrou que o Universo cobra a multa por excesso de velocidade fazendo com que a massa (o "peso") de um objeto pareça ficar cada vez maior conforme ele se aproxima da velocidade típica da luz no vácuo. Isso faz com que se torne mais e mais difícil acelerar o objeto. Quando chega muito perto da velocidade-limite, fica tão "pesado" que a aceleração deixa de ocorrer e ele nunca se torna mais rápido que a luz.

"Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para esse fenômeno. Queríamos encontrar erros – erros triviais, erros mais complicados, efeitos indesejados – e não encontramos", disse Ereditato, ressaltando a cautela do grupo em relação às próprias conclusões. "Quando você não encontra nada, conclui, 'Bom, agora sou obrigado a disponibilizar e pedir à comunidade (científica internacional) que analise isto'."

"A equipe do acelerador de partículas do Fermilab, "concorrente" do CERN em Chicago, EUA, já se comprometeu a iniciar esse trabalho. Outro centro de pesquisa que pode replicar a experiência é o T2K, no Japão, que no momento está desativado por conta do terremoto de 11 de março.

“É um choque,” disse o chefe do grupo de Física Teórica do Fermilab, Stephen Parke, que não fez parte da pesquisa. Ele diz que poderia haver algum tipo de "atalho cósmico" por uma outra dimensão que permita que os neutrinos sejam mais rápidos que a luz.

Já Alan Kostelecky, da Universidade de Indiana, EUA, afirma que algumas situações não são exatamente como Einstein as previu, e isso pode mudar o resultado. "Você nunca vai conseguir matar a teoria de Einstein. É impossível, ela funciona bem demais," afirmou. "Este caso só precisa ser melhor estudado".

Jeff Forshaw, professor de física de partículas na Universidade de Manchester, Inglaterra, disse que "A velocidade da luz é um limite de velocidade cósmica e ela existe para proteger a lei de causa e efeito".

"Se algo viaja mais rápido que o limite de velocidade cósmica, então torna-se possível enviar informações para o passado – em outras palavras, a viagem no tempo para o passado se tornaria possível. Isso não significa que estaremos construindo máquinas do tempo tão cedo – há um abismo bastante considerável entre um neutrino viajante do tempo e um ser humano viajante do tempo."

"É prematuro comentar sobre isso", disse Stephen Hawking, o físico mais renomado no mundo. "Outras experiências e esclarecimentos são necessários."

A equipe do CERN, trabalhando em um experimento chamado OPERA, bombeou neutrinos – usualmente chamados de partículas-fantasma porque passam através da matéria e de corpos humanos despercebidas – do CERN a Gran Sasso,  percorrendo uma distância de 732 km.

Técnicos do CERN verificam o experimento OPERA (Foto: AP)

Na Teoria da Relatividade Especial de Einstein, que sustenta a visão atual de como o universo funciona, nada pode viajar mais rápido do que a luz – quase 300 mil km/s – porque sua massa se tornaria paradoxalmente infinita. A teoria de Einstein foi testado milhares de vezes ao longo dos últimos 106 anos e só recentemente surgiram breves indícios de que o comportamento de algumas partículas elementares da matéria não pode se ajustar à teoria.

Esses indícios foram detectados no ano passado no MINOS, experimento com neutrinos do Fermilab, mas, ao contrário das descobertas do OPERA, não foram considerados dentro de uma margem normal de erro. EM 2007, o Fermilab conseguiu resultados semelhantes ao da pesquisa do CERN, mas a margem de erro era tão grande que minimizou sua importância científica.

Ereditato disse que o impacto potencial na ciência "é grande demais para tirar conclusões imediatas ou arriscar interpretações físicas." Também recusando a reivindicação de uma descoberta científica genuína, antes de outros pesquisadores a confirmarem, disse que o neutrino "ainda está nos surpreendendo com seus mistérios."

Blogueiros científicos na Internet disseram que a partícula pode estar escorregando para dentro e fora de dimensões, além das quatro conhecidas de comprimento, largura, profundidade e tempo, como previsto pela controversa "teoria das cordas" de como o cosmos funciona.

O neutrino é incrivelmente difícil de detectar, por mais que sua presença seja muito maior no universo do que quaisquer dos constituintes do átomo. Esta partícula subatômica, que intriga os físicos desde os anos 1960, é de fato desprovida de carga elétrica e pode atravessar objetos sem interagir com ele. A cada segundo, 66 bilhões destas partículas fantasmas atravessam o equivalente a uma unha humana.

"A existência de um modelo que pudesse explicar porque o neutrino é tão pequeno, sem se dissipar, teria profundas implicações na compreensão do nosso universo: como ele era, como evoluiu, e como eventualmente, morrerá", disse Ereditato.

Leia mais: "Cientistas europeus descobrem neutrinos mais rápidos que a luz", BdA, 25/09/2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

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